De onde veio o 'pilili'? Criador da urna eletrônica explica escolha do som Um aviso que surgiu para marcar o fim do voto de cada eleitor e se tornou o símbolo sonoro do processo eleitoral brasileiro. O “pilili”, aquele barulho emitido quando o cidadão termina de votar, surgiu com a urna eletrônica, há 30 anos. A urna foi desenvolvida em 1996 e, após três décadas, o som emitido ao final da votação já entrou na rotina das eleições brasileiras e ganhou até nome, rosto e se tornou a mascote oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Apesar do folclore envolvido, a origem desse som surge da necessidade básica de um sistema eleitoral que, à época, passava por uma reformulação, migrando das cédulas de papel para uma votação digital. “Naquela época, em 1996, os recursos computacionais eram restritos. Não existiam dispositivos de multimídia. O máximo que o computador fazia era dar um ‘beep’. O que tentamos fazer dentro do que era possível era um ‘beep’ diferenciado, para que o mesário conseguisse saber que o eleitor terminou o voto com sucesso”, explica Giuseppe Janino, de Canoas, ex-secretário de tecnologia da informação do TSE e um dos autores do projeto da urna eletrônica brasileira. TSE lança mascote das Eleições 2026 “Essa sequência de ‘piripipi’ foi o que se tinha na época justamente para que o mesário tivesse a noção do tempo de votação do eleitor. E esse som acabou se inserindo na cultura do brasileiro e representa, está muito ligado à nossa urna eletrônica brasileira”, completa Janino, que tem formação em Matemática e Análise de Sistemas. Pilili e a então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no lançamento do mascote Alejandro Zambrana/Secom/TSE TSE apresenta mascote O aviso sonoro está tão inserido na cultura eleitoral do país que, em maio, o TSE apresentou ao público a mascote Pilili, fruto de um projeto que integra as ações de comunicação dos 30 anos da urna eletrônica. O objetivo, segundo a Corte Eleitoral, é “levar para uma linguagem mais próxima das novas gerações um equipamento que já faz parte da história das eleições brasileiras”. “Tem mesário que passa a noite em claro ouvindo esse ‘piripipi’ a noite toda depois de um dia de trabalho”, brinca Janino. “Mas ele é realmente uma característica importante que representa culturalmente a nossa urna eletrônica”. Pilili, mascote das Eleições 2026 Reprodução Imagem urna eletrônica Reprodução/TV Globo VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Criador da urna eletrônica explica escolha pelo 'pilili', barulhinho que virou até nome de mascote: 'Tem mesário que passa a noite em claro ouvindo'
Escrito em 16/09/2026
De onde veio o 'pilili'? Criador da urna eletrônica explica escolha do som Um aviso que surgiu para marcar o fim do voto de cada eleitor e se tornou o símbolo sonoro do processo eleitoral brasileiro. O “pilili”, aquele barulho emitido quando o cidadão termina de votar, surgiu com a urna eletrônica, há 30 anos. A urna foi desenvolvida em 1996 e, após três décadas, o som emitido ao final da votação já entrou na rotina das eleições brasileiras e ganhou até nome, rosto e se tornou a mascote oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Apesar do folclore envolvido, a origem desse som surge da necessidade básica de um sistema eleitoral que, à época, passava por uma reformulação, migrando das cédulas de papel para uma votação digital. “Naquela época, em 1996, os recursos computacionais eram restritos. Não existiam dispositivos de multimídia. O máximo que o computador fazia era dar um ‘beep’. O que tentamos fazer dentro do que era possível era um ‘beep’ diferenciado, para que o mesário conseguisse saber que o eleitor terminou o voto com sucesso”, explica Giuseppe Janino, de Canoas, ex-secretário de tecnologia da informação do TSE e um dos autores do projeto da urna eletrônica brasileira. TSE lança mascote das Eleições 2026 “Essa sequência de ‘piripipi’ foi o que se tinha na época justamente para que o mesário tivesse a noção do tempo de votação do eleitor. E esse som acabou se inserindo na cultura do brasileiro e representa, está muito ligado à nossa urna eletrônica brasileira”, completa Janino, que tem formação em Matemática e Análise de Sistemas. Pilili e a então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, no lançamento do mascote Alejandro Zambrana/Secom/TSE TSE apresenta mascote O aviso sonoro está tão inserido na cultura eleitoral do país que, em maio, o TSE apresentou ao público a mascote Pilili, fruto de um projeto que integra as ações de comunicação dos 30 anos da urna eletrônica. O objetivo, segundo a Corte Eleitoral, é “levar para uma linguagem mais próxima das novas gerações um equipamento que já faz parte da história das eleições brasileiras”. “Tem mesário que passa a noite em claro ouvindo esse ‘piripipi’ a noite toda depois de um dia de trabalho”, brinca Janino. “Mas ele é realmente uma característica importante que representa culturalmente a nossa urna eletrônica”. Pilili, mascote das Eleições 2026 Reprodução Imagem urna eletrônica Reprodução/TV Globo VÍDEOS: Tudo sobre o RS

