Ministério Público auxiliou Europol a apreender adolescente MP, divulgação Um núcleo do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que há dois anos investiga violência extrema entre adolescentes, ajudou a Europol, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, a apreender um adolescente que estava prestes a cometer um atentado em um país do Leste Europeu. Este adolescente, que dizia ter 15 anos nas redes sociais, deu detalhes em trocas de mensagens com outros usuários radicalizados de como pretendia cometer o crime, prevendo inclusive que iria para "prisão perpétua” em um país na Europa. Segundo ele, os crimes seriam transmitidos ao vivo em uma plataforma. O MPRS agiu em uma cooperação internacional que impediu o atentado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi desvendado pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do MPRS, unidade especializada e dedicada à identificação e prevenção de riscos associados a trajetórias de radicalização, subculturas violentas, extremismo e ameaças. 🔍 O núcleo investiga dinâmicas e processos de engajamentos em subculturas digitais organizadas e redes transnacionais de violência. São grupos que se comunicam em plataformas como Discord, TikTok, Roblox, Reddit, entre outras, para estimular adolescentes a praticarem atos de violência contra si mesmos e outras pessoas. Vídeos em alta no g1 “No cibermundo não existem barreiras geográficas e linguísticas. Nossos adolescentes têm amigos no mundo inteiro. Nessas comunicações entre adolescentes que se radicalizam, acabamos encontrando outros em outros lugares do mundo", explica Fábio Costa Pereira, procurador de Justiça e coordenador do NUPVE. "Se fosse uma lógica organizacional do mundo real, não seria atribuição nossa. Mas eu sei que tem um adolescente no outro lado do mundo que vai cometer um ato atroz. E a partir daí a gente começou a trabalhar”, complementa Costa. O núcleo já atuou em mais de 800 casos nos últimos dois anos — a maioria no Rio Grande do Sul. Apenas em 2026, o MP afirma ter prevenido seis atentados que poderiam ter sido cometidos por adolescentes, cinco em solo gaúcho e um no Leste Europeu. Neste caso, o núcleo se infiltrou em um dos grupos cibernéticos e passou a investigar um adolescente gaúcho que buscava convencer outros a cometer atos de violência extrema contra si mesmos. “Vamos nos infiltrando nesses canais conforme a gente consegue, eles têm operações de segurança. Nosso trabalho é como montar um quebra-cabeça de 10 mil peças. A gente pega pecinha por pecinha. A primeira, foi esse adolescente aqui do RS”, afirma Costa. “Conseguimos montar esse quebra-cabeça entre 24 e 48 horas. A gente manda para a Polícia Federal, que manda para a Europol. A sorte foi que o adido brasileiro na Europol fica numa sala em frente ao adido deste país. Ele vai até lá, entrega as informações e, no dia seguinte, este adolescente é preso”, conclui. Projeto Sinais capacita pais e professores Nos últimos dois anos, o conhecimento adquirido pelo núcleo resultou no Projeto Sinais. Os procuradores já realizaram palestras em diferentes municípios gaúchos com pais e professores para ajudar a identificar crianças e adolescentes propensos à radicalização. “Cada pessoa que a gente capacita, na verdade, vira uma ‘antena’, que vamos captar lá na ponta sinais mais fortes ou sinais mais fracos. Esses nossos parceiros capacitados vão nos passando informações”, explica Costa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Como MP gaúcho ajudou Europol a apreender adolescente prestes a transmitir atentado ao vivo no Leste Europeu
Escrito em 13/05/2026
Ministério Público auxiliou Europol a apreender adolescente MP, divulgação Um núcleo do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que há dois anos investiga violência extrema entre adolescentes, ajudou a Europol, a Agência da União Europeia para a Cooperação Policial, a apreender um adolescente que estava prestes a cometer um atentado em um país do Leste Europeu. Este adolescente, que dizia ter 15 anos nas redes sociais, deu detalhes em trocas de mensagens com outros usuários radicalizados de como pretendia cometer o crime, prevendo inclusive que iria para "prisão perpétua” em um país na Europa. Segundo ele, os crimes seriam transmitidos ao vivo em uma plataforma. O MPRS agiu em uma cooperação internacional que impediu o atentado. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O caso foi desvendado pelo Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (NUPVE) do MPRS, unidade especializada e dedicada à identificação e prevenção de riscos associados a trajetórias de radicalização, subculturas violentas, extremismo e ameaças. 🔍 O núcleo investiga dinâmicas e processos de engajamentos em subculturas digitais organizadas e redes transnacionais de violência. São grupos que se comunicam em plataformas como Discord, TikTok, Roblox, Reddit, entre outras, para estimular adolescentes a praticarem atos de violência contra si mesmos e outras pessoas. Vídeos em alta no g1 “No cibermundo não existem barreiras geográficas e linguísticas. Nossos adolescentes têm amigos no mundo inteiro. Nessas comunicações entre adolescentes que se radicalizam, acabamos encontrando outros em outros lugares do mundo", explica Fábio Costa Pereira, procurador de Justiça e coordenador do NUPVE. "Se fosse uma lógica organizacional do mundo real, não seria atribuição nossa. Mas eu sei que tem um adolescente no outro lado do mundo que vai cometer um ato atroz. E a partir daí a gente começou a trabalhar”, complementa Costa. O núcleo já atuou em mais de 800 casos nos últimos dois anos — a maioria no Rio Grande do Sul. Apenas em 2026, o MP afirma ter prevenido seis atentados que poderiam ter sido cometidos por adolescentes, cinco em solo gaúcho e um no Leste Europeu. Neste caso, o núcleo se infiltrou em um dos grupos cibernéticos e passou a investigar um adolescente gaúcho que buscava convencer outros a cometer atos de violência extrema contra si mesmos. “Vamos nos infiltrando nesses canais conforme a gente consegue, eles têm operações de segurança. Nosso trabalho é como montar um quebra-cabeça de 10 mil peças. A gente pega pecinha por pecinha. A primeira, foi esse adolescente aqui do RS”, afirma Costa. “Conseguimos montar esse quebra-cabeça entre 24 e 48 horas. A gente manda para a Polícia Federal, que manda para a Europol. A sorte foi que o adido brasileiro na Europol fica numa sala em frente ao adido deste país. Ele vai até lá, entrega as informações e, no dia seguinte, este adolescente é preso”, conclui. Projeto Sinais capacita pais e professores Nos últimos dois anos, o conhecimento adquirido pelo núcleo resultou no Projeto Sinais. Os procuradores já realizaram palestras em diferentes municípios gaúchos com pais e professores para ajudar a identificar crianças e adolescentes propensos à radicalização. “Cada pessoa que a gente capacita, na verdade, vira uma ‘antena’, que vamos captar lá na ponta sinais mais fortes ou sinais mais fracos. Esses nossos parceiros capacitados vão nos passando informações”, explica Costa. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

