Cão Branquinho: casal vira réu por denúncia de maus-tratos a animais após morte de cachorro por picaretadas

Escrito em 27/05/2026


O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) tornou réu, nesta quarta-feira (27), um casal apontado como responsável pela morte do cão Branquinho. O caso ficou conhecido em razão de imagens que mostravam uma suspeita matando um cão com uma picareta. O vídeo seria de novembro de 2025. A decisão do TJ-RS ocorre após o casal ser denunciado na Justiça pelo Ministério Público estadual (MP-RS), na terça-feira (26). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A decisão foi da juíza Patrícia Antunes Laydner, da Vara Regional do Meio Ambiente da Comarca de Porto Alegre, que determinou a perda definitiva dos animais apreendidos e autorizou a adoção dos pets resgatados. Já em outro processo, relacionado ao caso do cão Branquinho, a juíza recebeu a denúncia contra os investigados e manteve a prisão preventiva da mulher, decretada pela 1ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre no dia 13 de maio, também a pedido do MP-RS. Ela foi identificada como Cásia de Souza Zatti, de 32 anos, e atua como bombeira civil. O homem foi identificado como Ederson dos Santos Machado. Na segunda decisão, do caso do Cão Branquinho, a huíza aceitou a denúncia contra o casal por maus-tratos, mas negou o pedido de prisão do homem denunciado. Ele não teve o nome divulgado. De acordo com o promotor de Justiça do Meio Ambiente de Porto Alegre Felipe Teixeira Neto, autor da denúncia, o animal foi submetido à extrema violência, sendo arrastado pelo pescoço com uma corda e agredido repetidamente com uma picareta, o que resultou em sua morte. As agressões foram registradas por câmeras de monitoramento instaladas na residência dos denunciados, com imagens que mostram o sofrimento do animal e o descarte posterior do corpo, segundo o MP-RS. Uma segunda denúncia apresentada também nesta terça pede a responsabilização do casal por maus-tratos a outros animais. O órgão pediu a decretação da prisão preventiva do homem, apontando “risco de reiteração criminosa, comportamento violento reiterado e elevada periculosidade social, evidenciada por outros registros de violência e pela gravidade das condutas investigadas”. No processo, foi solicitado ainda que os acusados tenham a guarda de quaisquer animais suspensa de forma imediata e por tempo indeterminado. A denúncia afirma que a ação foi executada por Cásia com incentivo direto do homem e, conforme o promotor, “não se tratou de fato isolado, mas de prática recorrente no ambiente doméstico”. Laudos veterinários e relatórios técnicos corroboram as evidências de maus-tratos sistemáticos e negligência. Diante da brutalidade dos fatos e do elevado grau de violência, o Ministério Público também deixou de reconhecer a possibilidade da oferta de acordo de não persecução penal e ressaltou a necessidade de responsabilização criminal rigorosa. Outros animais seriam mantidos em condições precárias O MP-RS ainda ofereceu outra denúncia contra o mesmo casal, também por condutas reiteradas de violência, negligência e abuso contra diversos animais domésticos e de criação. Baseado em inquérito policial recente, o promotor aponta que, até 4 de maio de 2026, os acusados mantinham sete cães, um gato, três equinos e 24 galináceos em condições extremamente precárias. “Os animais eram submetidos à falta de alimentação adequada, ausência de água potável, ambiente insalubre com acúmulo de fezes e barro, além de restrições severas de mobilidade, como no caso de um dos cães mantido preso por corrente curta”, sustentou Felipe Teixeira. Laudos técnicos e avaliações de médicos veterinários confirmaram o estado de sofrimento físico e psicológico dos animais, o que levou à apreensão de todos os espécimes por equipes da Polícia Civil e do Gabinete da Causa Animal da Prefeitura da capital gaúcha. Segundo a denúncia do, o número elevado de animais e a gravidade das condições encontradas demonstram alto grau de reprovabilidade das condutas. O promotor de Justiça destacou que os acusados já respondem a outro processo de mesma natureza, o que reforça a impossibilidade de aplicação de medidas alternativas ou de acordo para evitar a ação penal. Além disso, foi requerida a perda definitiva da guarda dos animais resgatados e a proibição de que os denunciados mantenham novos animais sob sua responsabilidade, medida considerada necessária para evitar a repetição dos crimes. “As medidas judiciais são necessárias para garantir a proteção dos animais, interromper ciclos de violência e assegurar a responsabilização penal dos envolvidos”, ressalta o promotor. Até a publicação desta reportagem, o g1 não havia localizado a defesa do casal. O espaço segue aberto para manifestações. Mulher filmada matando o animal com picareta é presa preventivamente após decisão da Justiça Divulgação/ Polícia Civil; Reprodução Investigação O crime aconteceu na casa de Cásia, no bairro Aparício Borges, na Zona Leste de Porto Alegre, em 9 de novembro. A investigação começou após o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) receber as imagens e encaminhá-las à polícia. Com o objetivo de aprofundar a investigação do crime ocorrido em novembro, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa dela. Porém, durante a ação, foram encontrados 35 animais em situação precária. Segundo a polícia, os animais estavam sem água e alimentação adequada, com baixo peso e, além disso, um cão foi encontrado acorrentado em um local insalubre. Foram resgatados três cavalos, 24 galinhas, sete cães e um gato. Eles foram encaminhados para abrigos, onde passariam por avaliação veterinária. Mulher filmada matando cão com picareta é presa por maus-tratos em Porto Alegre Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS um
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