VÍDEO: Especialista em carros antigos, detento restaura conversível raro em oficina montada dentro de presídio no RS

Escrito em 31/03/2026


Apenado restaura conversível raro dentro de presídio no RS; só existem dois no Brasil Um automóvel raro, que é um dos únicos do seu tipo no Brasil, está em processo de restauração no Rio Grande do Sul - o detalhe: tudo dentro de uma penitenciária. A reforma do Oldsmobile 1937 conversível está sendo feita por um detento dentro do Presídio Estadual de Arroio do Meio, na Região dos Vales. Além dele, só existe mais um exemplar do automóvel no país, que está em um museu de São Paulo. "A gente demora, em média, três anos para 'fazer' um carro. Eu já estava fazendo esse carro lá fora, aí eu caí preso. Assim que eu sair da prisão, eu vou levar o carro e continuar fazendo lá fora", conta o homem que, por questões legais, não tem sua identidade divulgada. Ele afirma que já restaurou mais de 10 carros. "Todos carros antigos. Fiz Opala, Citroën, Galaxie, Landau, Corcel... Vários carros." 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O dono do Oldsmobile é um dentista de Lajeado. Uma oficina foi montada na penitenciária especificamente para que o serviço seja realizado. "Ele mesmo [detento] fez a oficina com material que a gente utilizou na enchente. É um ofício bem específico, poucas pessoas fazem. Desde que chegou aqui, ele trabalha. Acredito que ele sai ainda neste ano com a progressão de regime." Apenado restaura conversível raro dentro de presídio no RS; só existem dois exemplares do carro no Brasil Divulgação Parceria com empresas A instalação da oficina no presídio ocorreu por meio de um termo de cooperação com o governo do Rio Grande do Sul. Através do convênio, 45% dos detentos da casa prisional estão trabalhando. No total, são 74 presos - e 34 estão empregados. Todos cumprem pena em regime fechado. Desta forma, as empresas se instalam dentro do presídio. "As ocorrências diminuem bastante. Eles não ficam o tempo todo na cela. Eles focam no trabalho. Muitos daqui podem ser absorvidos pelo mercado de trabalho lá fora, porque aprenderam um novo ofício. Eles chegaram aqui sem muita habilidade, alguns são usuários de drogas, e acabam sendo absorvidos pelo mercado de trabalho lá fora", explica o diretor da casa prisional, Antônio Thomé. O principal benefício para os presos é a remissão de pena e o recebimento de salário, que pode ser repassado às famílias e também usado por eles para adquirir produtos na cantina do presídio. Além disso, 20% dos ganhos são destinados a um fundo, uma espécie de poupança, e o valor é repassado ao trabalhador quando ele obtém a liberdade. O diretor do presídio destaca que a ideia é ampliar o número de vagas e chegar a 90% dos apenados empregados. Um pavilhão de trabalho está sendo construído na área do presídio para que novas empresas possam se instalar. "A empresa traz o maquinário, a gente oferece a mão de obra." Atualmente, há a oficina, uma empresa de calçados, uma empresa de confecção de sacolas e uma panificadora instaladas no local. Pavilhão de trabalho está sendo construído na área do presídio para que novas empresas possam se instalar Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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