VÍDEO: dois anos depois, g1 fez o trajeto da enchente que atingiu o Interior do RS e mostra como cidades se reerguem

Escrito em 04/05/2026


2 anos depois: como estão cidades atingidas por enchente de 2024 no RS Dois anos depois da enchente que mudou o curso de cidades inteiras no Rio Grande do Sul, a paisagem ao longo do caminho percorrido pela água começa a revelar sinais de recuperação, ainda que marcada por cicatrizes e canteiro de obras. A reportagem da RBS TV percorreu cidades da Serra, do Vale do Taquari e da Região Metropolitana para mostrar o que foi reconstruído, o que ainda está em obras e como os municípios tentam se preparar para novas cheias. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Dois anos depois, RS está mais preparado? Eldorado do Sul tenta se reconstruir O trajeto acompanha o mesmo percurso feito pela água durante a cheia e ajuda a entender como a geografia conectou os impactos entre diferentes municípios. A tragédia afetou 478 municípios e deixou 185 mortos. Veja vídeo acima. 📍 Em Santa Tereza Em Santa Tereza, na Serra, a primeira impressão é de normalidade. A cidade parece organizada, visualmente recuperada, mas o rio segue ali, ao lado, lembrando que foi por ele que a água avançou em direção a municípios como Muçum e Roca Sales. Um dos símbolos daquele período extremo está na ponte sobre o Arroio Marrecão. Ela foi reconstruída após ter sido levada pela força da correnteza, episódio que ficou marcado por ter ocorrido no exato momento em que a prefeita gravava um vídeo. Abaixo, relembre o momento. Ponte é levada pela água durante gravação de prefeita no RS Segundo a Secretaria da Fazenda do município, cerca de R$ 4 milhões foram investidos na obra, que agora conta com duas vias, diferente da estrutura anterior. Ainda em Santa Tereza, outra intervenção chama atenção: uma contenção feita com grandes pedras na área da Praça do Porto. A estrutura foi pensada para reduzir os danos em caso de uma nova elevação do nível do rio, numa tentativa de minimizar os impactos de futuras cheias. 📍 Em Muçum Moradores de Muçum, no Vale do Taquari, logo após terceira enchente em menos de um ano Jornal Nacional/ Reprodução Mais adiante, a chegada a Muçum, cidade da Região dos Vales, revela um cenário diferente. Em bairros que foram severamente atingidos, o trabalho segue intenso. Caminhões circulam para retirar escombros e o que se vê agora é uma etapa mais avançada da reconstrução, com demolições de estruturas comprometidas. Apesar disso, a cidade apresenta sinais claros de retomada. Edificações foram restauradas, o comércio começa a se reorganizar e a vida urbana reaparece, ainda que de forma gradual. Um contraste com a sensação, no auge da tragédia, de que seria impossível reerguer o município. 📍 Em Cruzeiro do Sul Cruzeiro do Sul durante a enchente de maio no RS Divulgação/ Sofia Kich Em seguida, o percurso chega a Cruzeiro do Sul, uma das cidades mais afetadas pelas cheias de maio de 2024. A prefeitura informa que reforçou a equipe da Defesa Civil com servidores concursados e instalou uma câmera no alto de um morro para acompanhar, em tempo real, a variação dos níveis dos rios. O município também afirma ter ampliado a comunicação com prefeituras vizinhas, defesas civis da Serra e do Vale do Taquari e com hidrelétricas, já que a água que passa por essas regiões acaba chegando à cidade. Os canteiros de obras se multiplicam. Em uma das áreas visitadas, está em construção um conjunto que deve receber cerca de 500 casas destinadas a famílias atingidas pelas cheias. Só em Cruzeiro do Sul, aproximadamente 1,5 mil residências foram impactadas, e os moradores já deixaram, ou deveriam ter deixado, essas áreas. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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