Cavalo Caramelo e a pretendente "Hora Extra" Reprodução; Bruno Todeschini/ Grupo RBS 🐴 Batizada de "Hora Extra", a égua escolhida para participar de um projeto de reprodução com o Cavalo Caramelo já está em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e começa a se adaptar à nova rotina. Vinda de São Sebastião do Caí, ela poderá gerar o primeiro filhote do animal que se tornou símbolo da enchente no Rio Grande do Sul em 2024. Caramelo ficou ilhado por quatro dias no telhado de uma casa em Canoas, durante as enchentes no Rio Grande do Sul há dois anos. Relembre abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Hora Extra chegou ao Hospital Veterinário da Ulbra na última quarta-feira (9), após uma viagem de cerca de uma hora. Descrita como dócil e tranquila, a égua Crioula tem seis anos e cerca de 350 quilos. O animal conta com uma "pelagem zaina", ou seja, com tom marrom escuro e profundo. Apesar de ter desembarcado em boas condições de saúde, deverá receber alimentação complementar nos próximos dias. Como vivia solta no campo, está mais magra e com bastante pelagem. A ideia é melhorar suas condições físicas para uma eventual gestação. "Chegou super bem, está ótima de saúde. Agora ela está no piquete, solta a campo", diz a médica veterinária e diretora do Hospital Veterinário da instituição, Laura Cezimbra. "Vamos observar a égua nos primeiros dias e fazer os exames médicos", explica. LEIA TAMBÉM: 'Se mostrou bastante interessado', diz veterinária Relembre resgate com operação interestadual Cavalo vira celebridade, faz presença VIP e tem agenda cheia História de amor e sobrevivência: entenda a relação do RS com Caramelo Sobre o nome "Hora Extra", a equipe não sabe ao certo a origem. A informação veio dos antigos proprietários, que já a chamavam assim. A escolha da égua levou em conta principalmente questões de bem-estar animal. A equipe da Ulbra recebeu contatos de outras propriedades interessadas, mas muitas ficavam distantes, o que exigiria viagens mais longas. Por estar relativamente perto de Canoas, a égua foi considerada a alternativa mais adequada para o transporte. Interesse mútuo Égua "Hora Extra", no espaço do Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas Bruno Todeschini/ Grupo RBS Mesmo sem estarem juntos no mesmo espaço, os dois já tiveram um primeiro contato que chamou a atenção da equipe. Instalados em piquetes vizinhos, Caramelo e Hora Extra conseguem se ver e já ficaram próximos. De acordo com Laura, o cavalo demonstrou interesse desde os primeiros momentos. "O Caramelo se demonstrou bastante interessado, cheirando a fêmea bastante, relinchando, a gente vê que ele tem interesse. Eles estão em piquetes próximos, estão se enxergando, pastando pertinho, mas não estão juntos, é só uma proximidade mesmo", explica a diretora. Segundo ela, a reação foi considerada positiva porque a aptidão reprodutiva do animal nunca havia sido observada anteriormente. A receptividade também partiu da nova companheira. Hora Extra permaneceu calma durante a chegada e agora passa os primeiros dias de adaptação no espaço ao lado do de Caramelo. "Ela também é super receptiva, bem mansa mesmo", comenta. Projeto de reprodução Cavalo Caramelo vira figura pública e tem agenda de eventos e anos após enchentes no RS A ideia de permitir que Caramelo tenha um filhote nasceu da relação criada entre o animal e o público que acompanha sua trajetória desde o resgate. De acordo com a veterinária, os seguidores costumam pedir novidades sobre a vida do cavalo e demonstram interesse em acompanhá-lo em novas fases. Embora não possa conviver livremente em grupo por ser um garanhão — um cavalo macho não castrado —, ele mantém contato próximo com outros equinos que vivem no campus, incluindo fêmeas. "Se viu que ele tinha bastante interesse, comportamento de garanhão. Em reuniões, inclusive comentando se castra ou não castra, o pessoal surgiu com a ideia de ter um filhote para de fato fazer a questão mais social do Caramelo com os seus seguidores", explica Cezimbra. A diretora afirma que a iniciativa não tem relação com preservação genética. Segundo ela, o objetivo está ligado ao significado que Caramelo passou a representar para muitas pessoas após a enchente. Para a universidade, a história do animal desperta um forte vínculo afetivo e funciona como uma mensagem de resistência e superação. "Existe uma questão afetiva muito grande envolvendo o Caramelo", comenta a veterinária. Cavalo Caramelo agora está hospedado no Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas Bruna Linck/Ascom Ulbra Conforme Cezimbra, Caramelo vive uma rotina considerada normal para um cavalo. Durante a noite, permanece em um espaço protegido e, ao longo do dia, fica solto em um piquete próprio. Hoje, com cerca de 11 anos, Caramelo vive no campus da Ulbra, em Canoas. O cavalo ganhou recentemente um piquete exclusivo de 250 metros quadrados, onde passa boa parte do dia correndo, pastando e rolando na grama. O espaço também facilitou a visitação do público e as atividades dos estudantes de Medicina Veterinária, que convivem com ele nas aulas práticas. Relembre o resgate Cavalo que ficou ilhado sobre o telhado de uma casa no RS é resgatado O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo — veterinários acompanharam toda a ação. Caramelo precisou ser sedado porque a equipe foi alertada que, para o bote não virar, o animal não poderia estar acordado durante o trajeto. Seco, Caramelo, ainda dentro do bote, foi colocado em cima de uma carreta e, em seguida, levado ao hospital veterinário, onde recebeu medicação para repor a quantidade de líquido perdida nas horas em que ficou ilhado. A mobilização da população e das forças de segurança comoveu o país e sintetizou a relação histórica do cavalo com o povo gaúcho. O cavalo crioulo é animal-símbolo do RS e considerado patrimônio cultural desde 2002. A relação com o animal é uma tradição que faz parte do DNA do povo gaúcho. Um ano após a catástrofe, a RBS TV apresentou o RBS.Doc. A equipe conversou com pessoas afetadas, voluntários, moradores que perderam tudo e familiares de vítimas. Nos locais atingidos, encontrou exemplos de solidariedade e união. Como está o cavalo Caramelo, símbolo da enchente histórica no RS Reprodução TV Globo / Bruna Linck/Ascom Ulbra VÍDEOS: Tudo sobre o RS
'Hora Extra': conheça égua que pode gerar primeiro filhote de Cavalo Caramelo, símbolo da enchente no RS
Escrito em 12/09/2026
Cavalo Caramelo e a pretendente "Hora Extra" Reprodução; Bruno Todeschini/ Grupo RBS 🐴 Batizada de "Hora Extra", a égua escolhida para participar de um projeto de reprodução com o Cavalo Caramelo já está em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, e começa a se adaptar à nova rotina. Vinda de São Sebastião do Caí, ela poderá gerar o primeiro filhote do animal que se tornou símbolo da enchente no Rio Grande do Sul em 2024. Caramelo ficou ilhado por quatro dias no telhado de uma casa em Canoas, durante as enchentes no Rio Grande do Sul há dois anos. Relembre abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Hora Extra chegou ao Hospital Veterinário da Ulbra na última quarta-feira (9), após uma viagem de cerca de uma hora. Descrita como dócil e tranquila, a égua Crioula tem seis anos e cerca de 350 quilos. O animal conta com uma "pelagem zaina", ou seja, com tom marrom escuro e profundo. Apesar de ter desembarcado em boas condições de saúde, deverá receber alimentação complementar nos próximos dias. Como vivia solta no campo, está mais magra e com bastante pelagem. A ideia é melhorar suas condições físicas para uma eventual gestação. "Chegou super bem, está ótima de saúde. Agora ela está no piquete, solta a campo", diz a médica veterinária e diretora do Hospital Veterinário da instituição, Laura Cezimbra. "Vamos observar a égua nos primeiros dias e fazer os exames médicos", explica. LEIA TAMBÉM: 'Se mostrou bastante interessado', diz veterinária Relembre resgate com operação interestadual Cavalo vira celebridade, faz presença VIP e tem agenda cheia História de amor e sobrevivência: entenda a relação do RS com Caramelo Sobre o nome "Hora Extra", a equipe não sabe ao certo a origem. A informação veio dos antigos proprietários, que já a chamavam assim. A escolha da égua levou em conta principalmente questões de bem-estar animal. A equipe da Ulbra recebeu contatos de outras propriedades interessadas, mas muitas ficavam distantes, o que exigiria viagens mais longas. Por estar relativamente perto de Canoas, a égua foi considerada a alternativa mais adequada para o transporte. Interesse mútuo Égua "Hora Extra", no espaço do Hospital Veterinário da Ulbra, em Canoas Bruno Todeschini/ Grupo RBS Mesmo sem estarem juntos no mesmo espaço, os dois já tiveram um primeiro contato que chamou a atenção da equipe. Instalados em piquetes vizinhos, Caramelo e Hora Extra conseguem se ver e já ficaram próximos. De acordo com Laura, o cavalo demonstrou interesse desde os primeiros momentos. "O Caramelo se demonstrou bastante interessado, cheirando a fêmea bastante, relinchando, a gente vê que ele tem interesse. Eles estão em piquetes próximos, estão se enxergando, pastando pertinho, mas não estão juntos, é só uma proximidade mesmo", explica a diretora. Segundo ela, a reação foi considerada positiva porque a aptidão reprodutiva do animal nunca havia sido observada anteriormente. A receptividade também partiu da nova companheira. Hora Extra permaneceu calma durante a chegada e agora passa os primeiros dias de adaptação no espaço ao lado do de Caramelo. "Ela também é super receptiva, bem mansa mesmo", comenta. Projeto de reprodução Cavalo Caramelo vira figura pública e tem agenda de eventos e anos após enchentes no RS A ideia de permitir que Caramelo tenha um filhote nasceu da relação criada entre o animal e o público que acompanha sua trajetória desde o resgate. De acordo com a veterinária, os seguidores costumam pedir novidades sobre a vida do cavalo e demonstram interesse em acompanhá-lo em novas fases. Embora não possa conviver livremente em grupo por ser um garanhão — um cavalo macho não castrado —, ele mantém contato próximo com outros equinos que vivem no campus, incluindo fêmeas. "Se viu que ele tinha bastante interesse, comportamento de garanhão. Em reuniões, inclusive comentando se castra ou não castra, o pessoal surgiu com a ideia de ter um filhote para de fato fazer a questão mais social do Caramelo com os seus seguidores", explica Cezimbra. A diretora afirma que a iniciativa não tem relação com preservação genética. Segundo ela, o objetivo está ligado ao significado que Caramelo passou a representar para muitas pessoas após a enchente. Para a universidade, a história do animal desperta um forte vínculo afetivo e funciona como uma mensagem de resistência e superação. "Existe uma questão afetiva muito grande envolvendo o Caramelo", comenta a veterinária. Cavalo Caramelo agora está hospedado no Hospital Veterinário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas Bruna Linck/Ascom Ulbra Conforme Cezimbra, Caramelo vive uma rotina considerada normal para um cavalo. Durante a noite, permanece em um espaço protegido e, ao longo do dia, fica solto em um piquete próprio. Hoje, com cerca de 11 anos, Caramelo vive no campus da Ulbra, em Canoas. O cavalo ganhou recentemente um piquete exclusivo de 250 metros quadrados, onde passa boa parte do dia correndo, pastando e rolando na grama. O espaço também facilitou a visitação do público e as atividades dos estudantes de Medicina Veterinária, que convivem com ele nas aulas práticas. Relembre o resgate Cavalo que ficou ilhado sobre o telhado de uma casa no RS é resgatado O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo — veterinários acompanharam toda a ação. Caramelo precisou ser sedado porque a equipe foi alertada que, para o bote não virar, o animal não poderia estar acordado durante o trajeto. Seco, Caramelo, ainda dentro do bote, foi colocado em cima de uma carreta e, em seguida, levado ao hospital veterinário, onde recebeu medicação para repor a quantidade de líquido perdida nas horas em que ficou ilhado. A mobilização da população e das forças de segurança comoveu o país e sintetizou a relação histórica do cavalo com o povo gaúcho. O cavalo crioulo é animal-símbolo do RS e considerado patrimônio cultural desde 2002. A relação com o animal é uma tradição que faz parte do DNA do povo gaúcho. Um ano após a catástrofe, a RBS TV apresentou o RBS.Doc. A equipe conversou com pessoas afetadas, voluntários, moradores que perderam tudo e familiares de vítimas. Nos locais atingidos, encontrou exemplos de solidariedade e união. Como está o cavalo Caramelo, símbolo da enchente histórica no RS Reprodução TV Globo / Bruna Linck/Ascom Ulbra VÍDEOS: Tudo sobre o RS