Família Aguiar: PM e outros 5 são indiciados pela Polícia Civil A avaliação psicológica que estava prevista pela Corregedoria da Brigada Militar para o policial militar suspeito das mortes do caso da família Aguiar não deverá mais ser feita, conforme decisão desta quarta-feira (21). 🔎Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram nos dias 24 e 25 de janeiro. A polícia vê como remotas as chances de encontrá-los com vida. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento da família de Cachoeirinha (RS), passaria por uma avaliação da Junta Policial-Militar de Saúde. O exame serviria para avaliar se ele tinha condições de responder ao processo administrativo disciplinar que pode levar à sua expulsão da corporação. Em um documento assinado pelo comandante-geral, a BM afirma que, até o momento, não há indícios que justifiquem a avaliação médica. Com a decisão, a corporação determinou que o processo disciplinar contra o suspeito continue em andamento. O ofício desta semana destaca que "o acusado responde criminalmente na Justiça Comum pelos mesmos fatos" e que, caso o judiciário "entenda ser o caso de deferir eventual incidente de insanidade mental", o laudo poderá ser encaminhado à Corregedoria da BM. Dessa forma, ele deve ser julgado pelo Conselho de Disciplina, que pode determinar até mesmo a expulsão dele da corporação. Em nota, o advgado Marcio Rosano, que defende Cristiano, afirma que "recebe com surpresa a decisão do Comandante da Brigada Militar, tendo em vista que a avaliação médica já havia sido deferida pelo Presidente do Conselho de Disciplina. Salienta-se que inclusive havia data marcada para avaliação." O policial militar é ex-marido de Silvana e responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, um homicídio qualificado relacionado a Isail, além dos crimes de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso temporariamente desde fevereiro Renan Mattos / Agencia RBS LEIA TAMBÉM: Ouça áudios gerados por IA que PM suspeito de matar ex-mulher usou para atrair e assassinar os pais dela Vítima chamou ex-marido PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Áudios, vídeos e geolocalização permitem reconstrução do final de semana do desaparecimento Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação. Ainda não há prazo informado para o julgamento dos réus no processo judicial. No fim de setembro, as defesas de Cristiano, de Wagner Domingues Francisco, irmão dele, e de Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, apresentaram manifestações questionando mais de dez pontos da investigação policial. Milena está proibida de se aproximar do enteado, filho de Silvana, após decisão judicial. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Caso Aguiar: Corregedoria volta atrás e cancela avaliação psicológica de PM suspeito de matar a ex e os pais dela no RS
Escrito em 22/10/2026
Família Aguiar: PM e outros 5 são indiciados pela Polícia Civil A avaliação psicológica que estava prevista pela Corregedoria da Brigada Militar para o policial militar suspeito das mortes do caso da família Aguiar não deverá mais ser feita, conforme decisão desta quarta-feira (21). 🔎Silvana de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, desapareceram nos dias 24 e 25 de janeiro. A polícia vê como remotas as chances de encontrá-los com vida. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O policial militar Cristiano Domingues Francisco, principal suspeito de envolvimento no desaparecimento da família de Cachoeirinha (RS), passaria por uma avaliação da Junta Policial-Militar de Saúde. O exame serviria para avaliar se ele tinha condições de responder ao processo administrativo disciplinar que pode levar à sua expulsão da corporação. Em um documento assinado pelo comandante-geral, a BM afirma que, até o momento, não há indícios que justifiquem a avaliação médica. Com a decisão, a corporação determinou que o processo disciplinar contra o suspeito continue em andamento. O ofício desta semana destaca que "o acusado responde criminalmente na Justiça Comum pelos mesmos fatos" e que, caso o judiciário "entenda ser o caso de deferir eventual incidente de insanidade mental", o laudo poderá ser encaminhado à Corregedoria da BM. Dessa forma, ele deve ser julgado pelo Conselho de Disciplina, que pode determinar até mesmo a expulsão dele da corporação. Em nota, o advgado Marcio Rosano, que defende Cristiano, afirma que "recebe com surpresa a decisão do Comandante da Brigada Militar, tendo em vista que a avaliação médica já havia sido deferida pelo Presidente do Conselho de Disciplina. Salienta-se que inclusive havia data marcada para avaliação." O policial militar é ex-marido de Silvana e responde por dois feminicídios, referentes às mortes de Silvana e Dalmira, um homicídio qualificado relacionado a Isail, além dos crimes de ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana e pai do filho dela, preso temporariamente desde fevereiro Renan Mattos / Agencia RBS LEIA TAMBÉM: Ouça áudios gerados por IA que PM suspeito de matar ex-mulher usou para atrair e assassinar os pais dela Vítima chamou ex-marido PM de 'psicopata' em áudio antes de desaparecer Áudios, vídeos e geolocalização permitem reconstrução do final de semana do desaparecimento Mesmo sem a localização dos corpos, o inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas. O Ministério Público denunciou três deles — Cristiano, Milena e Wagner — por participação nas mortes e por ações para dificultar a investigação. Ainda não há prazo informado para o julgamento dos réus no processo judicial. No fim de setembro, as defesas de Cristiano, de Wagner Domingues Francisco, irmão dele, e de Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, apresentaram manifestações questionando mais de dez pontos da investigação policial. Milena está proibida de se aproximar do enteado, filho de Silvana, após decisão judicial. Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS