Cão reconhece tutor em delegacia após dois meses Endy, uma cachorrinha da raça Shih Tzu, ficou longe de seu tutor por dois meses e o reencontro só aconteceu em uma delegacia. Ela estava morando com uma família desconhecida, que alegava que o animalzinho sempre viveu lá. 👮 A delegada Luana Medeiros, responsável por Balneário Pinhal, no Litoral do RS, detalhou como um teste de reconhecimento baseado no afeto resolveu a disputa pela guarda de Endy. O reencontro entre o animal e seu verdadeiro tutor ocorreu na quarta-feira (25). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "A gente sabe que cachorrinhos reconhecem os tutores mesmo que fiquem um tempo separados", explicou Medeiros. "A gente tinha certeza que se fosse realmente o dono dela, ela reconheceria." A equipe colocou a cadela em um pátio e, em uma sala separada, reuniu o tutor e outras pessoas desconhecidas por ela. O homem levou a caixa de transporte que Endy usava como casinha desde filhote. "Quando a gente abriu a porta do pátio, a cadelinha foi correndo. Foi muito bonitinho porque ela foi direto para a caixinha dela", relatou a delegada. "Logo em seguida ela viu que o tutor dela estava ali e foi correndo em direção a ele e fez festa. Aí a gente conseguiu ter certeza de que realmente ele era o tutor." Segundo ela, o animal usou a pata para abrir a porta da caixa, demonstrando familiaridade com o objeto. A reação de Endy foi registrada em vídeo e serviu como prova para confirmar a identidade do tutor. A delegada explicou que, pelo Código Civil, animais são considerados bens móveis. O procedimento padrão para a devolução de um bem é o reconhecimento visual pelo proprietário na delegacia. No entanto, como neste caso havia uma disputa entre duas pessoas que afirmavam ser donas do animal, a abordagem precisou ser diferente. "Os dois iam continuar falando até o fim que era deles", pontuou . "A gente resolveu que a cadelinha, nesse caso aqui, ia nos mostrar quem era realmente o tutor dela", finalizou a delegada. Após o teste, a mulher que estava com a cachorra confessou que o animal não era seu. Ela deve responder pelos crimes de estelionato e maus-tratos. O caso Conforme relato da Polícia Civil, o homem soube, por meio de conhecidos em uma rede social, que uma mulher de 34 anos havia se apresentado a quem encontrou Endy como a real tutora dela e a levado para casa. Ele confrontou a suposta dona, que se recusou a devolver a cadela. Diante do impasse, o homem registrou um boletim de ocorrência, e uma investigação foi aberta. Na quarta-feira, depois de mandados de busca e apreensão, Endy foi levada para a delegacia. Então veio a ideia da delegada. A Polícia ainda apreendeu um outro Shih Tzu na mesma casa em que Endy estava. Esse segundo animal estava com sarna e desenvolveu dermatite atópica. A delegada pontuou que o cão não será devolvido para a mulher, já que há indícios de maus-tratos. O animal já recebeu um tratamento inicial, mas precisará de mais cuidados veterinários e busca, a partir de agora, um novo adotante. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, responderá pelos crimes de estelionato e maus-tratos. Cão reconhece tutor em delegacia após dois meses Imagens cedidas VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Delegada explica por que reação de pet ao reencontrar tutor no RS serviu de prova para a polícia: 'A gente tinha certeza que ela reconheceria'
Escrito em 28/02/2026
Cão reconhece tutor em delegacia após dois meses Endy, uma cachorrinha da raça Shih Tzu, ficou longe de seu tutor por dois meses e o reencontro só aconteceu em uma delegacia. Ela estava morando com uma família desconhecida, que alegava que o animalzinho sempre viveu lá. 👮 A delegada Luana Medeiros, responsável por Balneário Pinhal, no Litoral do RS, detalhou como um teste de reconhecimento baseado no afeto resolveu a disputa pela guarda de Endy. O reencontro entre o animal e seu verdadeiro tutor ocorreu na quarta-feira (25). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "A gente sabe que cachorrinhos reconhecem os tutores mesmo que fiquem um tempo separados", explicou Medeiros. "A gente tinha certeza que se fosse realmente o dono dela, ela reconheceria." A equipe colocou a cadela em um pátio e, em uma sala separada, reuniu o tutor e outras pessoas desconhecidas por ela. O homem levou a caixa de transporte que Endy usava como casinha desde filhote. "Quando a gente abriu a porta do pátio, a cadelinha foi correndo. Foi muito bonitinho porque ela foi direto para a caixinha dela", relatou a delegada. "Logo em seguida ela viu que o tutor dela estava ali e foi correndo em direção a ele e fez festa. Aí a gente conseguiu ter certeza de que realmente ele era o tutor." Segundo ela, o animal usou a pata para abrir a porta da caixa, demonstrando familiaridade com o objeto. A reação de Endy foi registrada em vídeo e serviu como prova para confirmar a identidade do tutor. A delegada explicou que, pelo Código Civil, animais são considerados bens móveis. O procedimento padrão para a devolução de um bem é o reconhecimento visual pelo proprietário na delegacia. No entanto, como neste caso havia uma disputa entre duas pessoas que afirmavam ser donas do animal, a abordagem precisou ser diferente. "Os dois iam continuar falando até o fim que era deles", pontuou . "A gente resolveu que a cadelinha, nesse caso aqui, ia nos mostrar quem era realmente o tutor dela", finalizou a delegada. Após o teste, a mulher que estava com a cachorra confessou que o animal não era seu. Ela deve responder pelos crimes de estelionato e maus-tratos. O caso Conforme relato da Polícia Civil, o homem soube, por meio de conhecidos em uma rede social, que uma mulher de 34 anos havia se apresentado a quem encontrou Endy como a real tutora dela e a levado para casa. Ele confrontou a suposta dona, que se recusou a devolver a cadela. Diante do impasse, o homem registrou um boletim de ocorrência, e uma investigação foi aberta. Na quarta-feira, depois de mandados de busca e apreensão, Endy foi levada para a delegacia. Então veio a ideia da delegada. A Polícia ainda apreendeu um outro Shih Tzu na mesma casa em que Endy estava. Esse segundo animal estava com sarna e desenvolveu dermatite atópica. A delegada pontuou que o cão não será devolvido para a mulher, já que há indícios de maus-tratos. O animal já recebeu um tratamento inicial, mas precisará de mais cuidados veterinários e busca, a partir de agora, um novo adotante. A mulher, que não teve sua identidade divulgada, responderá pelos crimes de estelionato e maus-tratos. Cão reconhece tutor em delegacia após dois meses Imagens cedidas VÍDEOS: Tudo sobre o RS