Debate entre pré-candidatos ao Senado no RS promovido pela Fecomércio-RS Trilho Narrativas/Divulgação Oito pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul participaram, nesta segunda-feira (20), de um debate promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RS), na sede da entidade, em Porto Alegre. O encontro, que aconteceu das 11h30 até as 14h, contou com a participação dos candidatos Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Entre os temas debatidos estiveram a repactuação da dívida do estado com a União, incentivo ao ambiente de negócios e geração de empregos, mudanças no sistema tributário, fim da escala 6x1 e impeachment de ministros do Superior Tribunal Federal (STF). É o Senado que tem o poder de abrir processos por crimes de responsabilidade, que podem resultar no impeachment do presidente da República e dos ministros do STF. A Suprema Corte foi o tema mais recorrentemente abordado pelos pré-candidatos. TSE divulga perfil eleitoral dos brasileiros que poderão votar nas eleições de outubro Alguns fizeram acusações contra ministros defendendo sua cassação, enquanto outros argumentaram que há temas mais importantes que demandam a atenção de um senador gaúcho. Confira, abaixo, os posicionamentos. Frederico Antunes (PSD) "Todo mundo que sai das linhas que não podem ser ultrapassadas têm de ser punido. O RS precisa de senador que faça isso — e eu farei —, e precisa de senador que coloque o RS como um estado importante para a Federação. Não temos acesso a fundos constitucionais, temos uma faixa de fronteira que nos toma 60% do território, onde não pode ser feito algo. É sim trabalhar para que não haja descumprimento de regras, mesmo sendo ministro do Supremo, mas também para nos trazer a condição de competirmos com os demais estados de forma justa e leal." Germano Rigotto (MDB) "O STF está entrando em espaços que não são seus. Da mesma forma, o Congresso com R$ 62 bilhões em emendas está sequestrando grande parte do orçamento da União. O Judiciário, e não apenas o STF, tomando medidas que não ajudam a que tenhamos um equilíbrio entre poderes. Ao lado disso, um Executivo que gasta mais do que deve, que não cuida da responsabilidade fiscal. Como senador, tenho que enfrentar isso. Mas como tenho que enfrentar questões que interessam ao RS e questões de desenvolvimento do estado passam por decisões federais." Manuela d'Ávila "O debate de hoje teve muita gritaria e tem gente que quer ser senador e quer debater um único tema no Senado. Não existe ninguém acima e ninguém abaixo da lei. Nem ministro do STF tem que ser protegido. Precisamos de prazo fixado para abertura de processos. Processos devem ter fatos determinados e não vontade política. Mas assim como os ministros não estão acima da lei, nenhum brasileiro deve estar abaixo dela. Ou seja, o Senado tem que estar focado em construir soluções para problemas cotidianos que milhares de brasileiros enfrentam." Marcel van Hattem (Novo) "Sou a favor do impeachment de ministros do STF. Sou a favor de que, eles, perante à Justiça brasileira, respondam pelos crimes que cometeram. E é preciso também novas formas de indicar ministros para o STF. Porque, além da indicação do presidente da República ser de pessoas que não estão preparadas para o cargo, é preciso também que o Senado faça sabatinas melhores. E por isso temos de contar com senadores como Sanderson e Marcel no Senado e não esses que estão aí hoje, que não representam nem a idoneidade que se espera, nem o notável saber jurídico." Milton Cardoso (PSDB) "Estou com 68 anos e, pela primeira vez, tentando um processo justamente para resgatar o Senado. São 54 novos senadores que nós precisamos eleger para resgatar o papel do Senado e entrar no processo de cassação, de impeachment. O Brasil não consegue mais conviver se não fizer essa limpeza no STF e resgatar o papel do Senado, que é exigir o cumprimento da Constituição. Meu principal, minha prioridade, é resgatar o papel do Senado com o impeachment dos ministros do STF e retirar a esquerda do poder. É uma questão de sobrevivência do Brasil retirar a esquerda do poder." Paulo Pimenta (PT) "Eu acho que essa é uma falsa polêmica. É eleger um senador para aumentar a tensão e a temperatura. Eu converso com qualquer cidadão do estado. As pessoas querem também medicação, saúde, educação, segurança. Essa é a pauta da vida real das pessoas. Dosimetria, impeachment, urna eletrônica... sinceramente, eu ando por todo o RS. Nunca encontrei uma pessoa que estivesse preocupada com essa pauta ou vá definir o seu voto para o Senado em função de temas como esse." Renato Jaguarão (Cidadania) "Tudo é muito claro: o Executivo executa, o Legislativo faz as leis e o Judiciário faz com que as leis sejam cumpridas. Só que nos últimos tempos, no Brasil, o Judiciário resolveu legislar. E pior, enlameado de escândalos. Ou acham normal um ministro ter um resort? Mulher do ministro ter um escritório de advocacia e receber milhões e milhões de reais para defender uma empresa, um banco? E o Senado foi omisso, porque existe um corporativismo na política. Porque esse Brasil é uma farsa. Em outros países esses ministros estavam na cadeia. Temos que moralizar." Ubiratan Sanderson (PL) "Não vou titubear ou hesitar jamais em dar impeachment em ministro abusador. Temos alguns ministros que não só estão envolvidos em abuso de autoridade, mas também em corrupção. É algo degradante. Precisamos levar para os bancos dos réus ministros envolvidos em corrupção. Para isso, eles têm que ser impedidos para, sem a blindagem que a toga lhes dá, responderem criminalmente por vários crimes. Chegando no Senado Federal, vou trabalhar pelo impeachment de pelo menos três ministros do STF." VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Impeachment de ministros do STF é principal tema de debate entre pré-candidatos ao Senado pelo RS
Escrito em 20/07/2026
Debate entre pré-candidatos ao Senado no RS promovido pela Fecomércio-RS Trilho Narrativas/Divulgação Oito pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul participaram, nesta segunda-feira (20), de um debate promovido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-RS), na sede da entidade, em Porto Alegre. O encontro, que aconteceu das 11h30 até as 14h, contou com a participação dos candidatos Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d'Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Entre os temas debatidos estiveram a repactuação da dívida do estado com a União, incentivo ao ambiente de negócios e geração de empregos, mudanças no sistema tributário, fim da escala 6x1 e impeachment de ministros do Superior Tribunal Federal (STF). É o Senado que tem o poder de abrir processos por crimes de responsabilidade, que podem resultar no impeachment do presidente da República e dos ministros do STF. A Suprema Corte foi o tema mais recorrentemente abordado pelos pré-candidatos. TSE divulga perfil eleitoral dos brasileiros que poderão votar nas eleições de outubro Alguns fizeram acusações contra ministros defendendo sua cassação, enquanto outros argumentaram que há temas mais importantes que demandam a atenção de um senador gaúcho. Confira, abaixo, os posicionamentos. Frederico Antunes (PSD) "Todo mundo que sai das linhas que não podem ser ultrapassadas têm de ser punido. O RS precisa de senador que faça isso — e eu farei —, e precisa de senador que coloque o RS como um estado importante para a Federação. Não temos acesso a fundos constitucionais, temos uma faixa de fronteira que nos toma 60% do território, onde não pode ser feito algo. É sim trabalhar para que não haja descumprimento de regras, mesmo sendo ministro do Supremo, mas também para nos trazer a condição de competirmos com os demais estados de forma justa e leal." Germano Rigotto (MDB) "O STF está entrando em espaços que não são seus. Da mesma forma, o Congresso com R$ 62 bilhões em emendas está sequestrando grande parte do orçamento da União. O Judiciário, e não apenas o STF, tomando medidas que não ajudam a que tenhamos um equilíbrio entre poderes. Ao lado disso, um Executivo que gasta mais do que deve, que não cuida da responsabilidade fiscal. Como senador, tenho que enfrentar isso. Mas como tenho que enfrentar questões que interessam ao RS e questões de desenvolvimento do estado passam por decisões federais." Manuela d'Ávila "O debate de hoje teve muita gritaria e tem gente que quer ser senador e quer debater um único tema no Senado. Não existe ninguém acima e ninguém abaixo da lei. Nem ministro do STF tem que ser protegido. Precisamos de prazo fixado para abertura de processos. Processos devem ter fatos determinados e não vontade política. Mas assim como os ministros não estão acima da lei, nenhum brasileiro deve estar abaixo dela. Ou seja, o Senado tem que estar focado em construir soluções para problemas cotidianos que milhares de brasileiros enfrentam." Marcel van Hattem (Novo) "Sou a favor do impeachment de ministros do STF. Sou a favor de que, eles, perante à Justiça brasileira, respondam pelos crimes que cometeram. E é preciso também novas formas de indicar ministros para o STF. Porque, além da indicação do presidente da República ser de pessoas que não estão preparadas para o cargo, é preciso também que o Senado faça sabatinas melhores. E por isso temos de contar com senadores como Sanderson e Marcel no Senado e não esses que estão aí hoje, que não representam nem a idoneidade que se espera, nem o notável saber jurídico." Milton Cardoso (PSDB) "Estou com 68 anos e, pela primeira vez, tentando um processo justamente para resgatar o Senado. São 54 novos senadores que nós precisamos eleger para resgatar o papel do Senado e entrar no processo de cassação, de impeachment. O Brasil não consegue mais conviver se não fizer essa limpeza no STF e resgatar o papel do Senado, que é exigir o cumprimento da Constituição. Meu principal, minha prioridade, é resgatar o papel do Senado com o impeachment dos ministros do STF e retirar a esquerda do poder. É uma questão de sobrevivência do Brasil retirar a esquerda do poder." Paulo Pimenta (PT) "Eu acho que essa é uma falsa polêmica. É eleger um senador para aumentar a tensão e a temperatura. Eu converso com qualquer cidadão do estado. As pessoas querem também medicação, saúde, educação, segurança. Essa é a pauta da vida real das pessoas. Dosimetria, impeachment, urna eletrônica... sinceramente, eu ando por todo o RS. Nunca encontrei uma pessoa que estivesse preocupada com essa pauta ou vá definir o seu voto para o Senado em função de temas como esse." Renato Jaguarão (Cidadania) "Tudo é muito claro: o Executivo executa, o Legislativo faz as leis e o Judiciário faz com que as leis sejam cumpridas. Só que nos últimos tempos, no Brasil, o Judiciário resolveu legislar. E pior, enlameado de escândalos. Ou acham normal um ministro ter um resort? Mulher do ministro ter um escritório de advocacia e receber milhões e milhões de reais para defender uma empresa, um banco? E o Senado foi omisso, porque existe um corporativismo na política. Porque esse Brasil é uma farsa. Em outros países esses ministros estavam na cadeia. Temos que moralizar." Ubiratan Sanderson (PL) "Não vou titubear ou hesitar jamais em dar impeachment em ministro abusador. Temos alguns ministros que não só estão envolvidos em abuso de autoridade, mas também em corrupção. É algo degradante. Precisamos levar para os bancos dos réus ministros envolvidos em corrupção. Para isso, eles têm que ser impedidos para, sem a blindagem que a toga lhes dá, responderem criminalmente por vários crimes. Chegando no Senado Federal, vou trabalhar pelo impeachment de pelo menos três ministros do STF." VÍDEOS: Tudo sobre o RS