Quem é a 'fadinha' do RS? Conheça Maria Lúcia, promessa do skate que superou enchentes e subiu ao pódio

Escrito em 13/07/2026


'Fadinha' do RS: Maria Lúcia é promessa do skate, superou enchentes e subiu ao pódio A jovem skatista de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, Maria Lúcia Rocha, de 16 anos, construiu a trajetória no skate a partir da relação com a família e com a cidade onde começou a andar ainda criança. No último dia 5, ela alcançou o principal resultado da carreira ao conquistar o título do circuito STU National, após vencer três das cinco etapas. O contato com o skate começou de forma informal, ao acompanhar o pai nas pistas. “É meu trabalho. Desde cedo eu conheço o skate. Quando era pequena, eu andava mais por brincadeira, para passar o tempo com meu pai na pista. Com 11 ou 12 anos, comecei a treinar de verdade e a aprender manobras”, contou. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A presença do pai também foi decisiva na escolha pelo esporte. Maria Lúcia lembra que frequentava campeonatos antes mesmo de competir. “Eu sempre me inspirei no meu pai, que competia em campeonatos, porque eu ia com ele para assistir. Aí comecei a participar de campeonatinhos, sempre muito tímida. Era iniciante.” A decisão de levar o skate a sério veio após assistir às Olimpíadas de Tóquio, ao ver skatistas como a Fadinha, Rayssa Leal, subirem ao pódio. “Depois das Olimpíadas de Tóquio, eu vi várias gurias andando e percebi que eu também poderia estar ali”, afirmou. Com uma trajetória que passa por vivências dentro e fora das pistas, Maria Lúcia associa a evolução no skate à própria história construída na sua cidade natal, onde começou a andar e mantém vínculos pessoais e familiares. Em 2024, Canoas foi atingida por enchentes, o que impactou diretamente a rotina da atleta. Naquele ano, a família teve a casa atingida e precisou ser resgatada. Mesmo diante da situação, Maria Lúcia estreou no circuito profissional no Brasileiro de 2024, realizado durante o período. A experiência marcou o início da carreira em nível nacional. Em 2025, ela passou a competir com mais frequência. "Foi um ano mais difícil. Fui a várias competições, subi ao pódio, mas ficando em segundo ou terceiro lugar”, disse. Título nacional do STU veio após virada na carreira, com ouro no Pan Juvenil e vitória em seletiva no Rio. Arquivo pessoal A virada veio a partir de experiências fora do circuito principal. No Pan Juvenil, no Paraguai, conquistou medalha de ouro. “Minha medalha de ouro foi um incentivo para eu continuar andando de skate.” Na sequência, venceu uma seletiva no Rio de Janeiro, garantindo vaga em um dos campeonatos da modalidade. Ao longo desse período, a skatista seguiu construindo a carreira com base no cotidiano de treinos e nas experiências acumuladas em competições. Em 2026, após um terceiro lugar em uma etapa do Skate Total Urb (STU) na Orla do Guaíba, em Porto Alegre, ela diz que mudou a forma de encarar a temporada. “Coloquei na minha cabeça que eu não ia deixar isso acontecer de novo. Eu trabalhei muito para cada etapa e, no final, fui campeã do circuito, por mérito meu.” Além dos resultados, Maria Lúcia também faz uma leitura sobre o espaço do skate feminino. Para ela, o crescimento da modalidade passa por mais visibilidade e incentivo. “O skate feminino vem evoluindo cada vez mais. A valorização, em comparação com o masculino, aumentou, mas ainda precisa de mais incentivo”, afirmou. VÍDEOS: Tudo sobre o RS
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