Mulheres relatam novos casos suspeitos contra tatuador preso por estupro no RS O corretor de imóveis e tatuador gaúcho Vinícius Roig da Silva, 47 anos, de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, é investigado por novas suspeitas de violência e estupro contra ex-companheiras. Ele está preso preventivamente desde o dia 30 de julho, quando foi detido em Balneário Camboriú por suspeita de estupro. Após a prisão e a repercussão do caso nas redes sociais, outras mulheres procuraram as autoridades. Agora, cinco novos inquéritos foram abertos na Polícia Civil. No Ministério Público do estado (MPRS), seis mulheres já prestaram depoimento no local de acolhimento às vítimas de violência doméstica. O caso ganhou visibilidade após Juliana Roig, irmã de Vinicius, ter publicado relatos de ex-companheiras dele na internet. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma das mulheres, que preferiu não se identificar, conta que só percebeu que havia sofrido um crime anos depois, durante uma consulta psicológica. Ela relatou que o ex-companheiro retirou o preservativo sem consentimento por duas vezes seguidas. "Ela me pediu para eu contar como é que era o relacionamento, eu contei, contei alguns detalhes do relacionamento mais íntimo. [...] E ela disse: 'Tá, mas isso é estupro'", afirma a mulher à RBS TV referindo-se a uma conversa com psicóloga. Ela registrou ocorrência e levou o caso ao MP. A promotora de Justiça Carla Frós entende que a situação configura crime e que o caso pode ser investigado. "Muitas mulheres não sabem que isso sim caracteriza crime. E, às vezes, só a gente conversando com uma mulher e ouvindo, a gente consegue perceber que ela sim também foi vítima de estupro", explica. Segundo o Ministério Público, os relatos reunidos até agora descrevem episódios de violência, incluindo agressões físicas e estupros em que as vítimas teriam ficado desacordadas. "Eu nunca ouvi relatos tão fortes, com tanta crueldade, e que tenha deixado sequelas emocionais nessas vítimas", declara a promotora. A advogada Paola Pinent, que representa vítimas no caso, destacou o padrão de comportamento do suspeito. "O modus operandi é o mesmo em todos os relatos. Começa o príncipe, um cara encantador, o genro que toda a sogra pediu, e aí ele começa", disse. A defesa de Roig disse, em nota (leia abaixo), que todas as alegações devem ser apuradas de forma rigorosa e imparcial, com respeito ao devido processo legal. A Polícia Civil deve concluir o inquérito que resultou na prisão de Roig nos próximos dias. Michele Duarte, que trouxe um relato recentemente nas redes sociais, reforçou o pedido por justiça: "A gente tem que se unir contra uma coisa que fez tanto mal para tantas. Então, eu estou aqui por elas, eu estou aqui para que a justiça seja feita, para que a verdade seja dita É isso." O que diz a defesa de Vinicius Roig "A defesa de Vinícius Roig reitera seu veemente repúdio a qualquer forma de violência ou agressão contra a mulher, ao tempo em que reafirma sua inabalável confiança nas garantias constitucionais, em especial no princípio da presunção de inocência (Art. 5º, LVII, da Constituição Federal). Toda e qualquer alegação deve ser rigorosa e imparcialmente apurada pelos órgãos competentes, sob o crivo do devido processo legal. A espetacularização dos fatos nas redes sociais e na imprensa promove julgamentos antecipados e gera danos irreparáveis à honra e à imagem de quem, ao final do processo, pode ter sua inocência cabalmente reconhecida. A defesa assegura que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no foro adequado e reafirma sua inteira confiança na Justiça Brasileira." ARGEU DEBIAZI LEIA TAMBÉM: 'Ele destruiu meu rosto', diz vítima de tatuador preso por suspeita de estupro Preso por suspeita de agredir mulheres já havia sido condenado por violência doméstica Vinicius Roig Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Cinco mulheres relatam novos casos suspeitos contra tatuador preso por estupro no RS
Escrito em 22/08/2026
Mulheres relatam novos casos suspeitos contra tatuador preso por estupro no RS O corretor de imóveis e tatuador gaúcho Vinícius Roig da Silva, 47 anos, de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, é investigado por novas suspeitas de violência e estupro contra ex-companheiras. Ele está preso preventivamente desde o dia 30 de julho, quando foi detido em Balneário Camboriú por suspeita de estupro. Após a prisão e a repercussão do caso nas redes sociais, outras mulheres procuraram as autoridades. Agora, cinco novos inquéritos foram abertos na Polícia Civil. No Ministério Público do estado (MPRS), seis mulheres já prestaram depoimento no local de acolhimento às vítimas de violência doméstica. O caso ganhou visibilidade após Juliana Roig, irmã de Vinicius, ter publicado relatos de ex-companheiras dele na internet. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Uma das mulheres, que preferiu não se identificar, conta que só percebeu que havia sofrido um crime anos depois, durante uma consulta psicológica. Ela relatou que o ex-companheiro retirou o preservativo sem consentimento por duas vezes seguidas. "Ela me pediu para eu contar como é que era o relacionamento, eu contei, contei alguns detalhes do relacionamento mais íntimo. [...] E ela disse: 'Tá, mas isso é estupro'", afirma a mulher à RBS TV referindo-se a uma conversa com psicóloga. Ela registrou ocorrência e levou o caso ao MP. A promotora de Justiça Carla Frós entende que a situação configura crime e que o caso pode ser investigado. "Muitas mulheres não sabem que isso sim caracteriza crime. E, às vezes, só a gente conversando com uma mulher e ouvindo, a gente consegue perceber que ela sim também foi vítima de estupro", explica. Segundo o Ministério Público, os relatos reunidos até agora descrevem episódios de violência, incluindo agressões físicas e estupros em que as vítimas teriam ficado desacordadas. "Eu nunca ouvi relatos tão fortes, com tanta crueldade, e que tenha deixado sequelas emocionais nessas vítimas", declara a promotora. A advogada Paola Pinent, que representa vítimas no caso, destacou o padrão de comportamento do suspeito. "O modus operandi é o mesmo em todos os relatos. Começa o príncipe, um cara encantador, o genro que toda a sogra pediu, e aí ele começa", disse. A defesa de Roig disse, em nota (leia abaixo), que todas as alegações devem ser apuradas de forma rigorosa e imparcial, com respeito ao devido processo legal. A Polícia Civil deve concluir o inquérito que resultou na prisão de Roig nos próximos dias. Michele Duarte, que trouxe um relato recentemente nas redes sociais, reforçou o pedido por justiça: "A gente tem que se unir contra uma coisa que fez tanto mal para tantas. Então, eu estou aqui por elas, eu estou aqui para que a justiça seja feita, para que a verdade seja dita É isso." O que diz a defesa de Vinicius Roig "A defesa de Vinícius Roig reitera seu veemente repúdio a qualquer forma de violência ou agressão contra a mulher, ao tempo em que reafirma sua inabalável confiança nas garantias constitucionais, em especial no princípio da presunção de inocência (Art. 5º, LVII, da Constituição Federal). Toda e qualquer alegação deve ser rigorosa e imparcialmente apurada pelos órgãos competentes, sob o crivo do devido processo legal. A espetacularização dos fatos nas redes sociais e na imprensa promove julgamentos antecipados e gera danos irreparáveis à honra e à imagem de quem, ao final do processo, pode ter sua inocência cabalmente reconhecida. A defesa assegura que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no foro adequado e reafirma sua inteira confiança na Justiça Brasileira." ARGEU DEBIAZI LEIA TAMBÉM: 'Ele destruiu meu rosto', diz vítima de tatuador preso por suspeita de estupro Preso por suspeita de agredir mulheres já havia sido condenado por violência doméstica Vinicius Roig Arquivo pessoal VÍDEOS: Tudo sobre o RS